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Prestes a
celebrar dez anos de existência, o Hospital Amadora-Sintra, o único público
com gestão privada, quer aumentar a capacidade de internamento e alerta para
a carência de profissionais que pode resultar da anunciada abertura de novas
unidades.
Rui Raposo, presidente da comissão executiva do hospital,
adiantou, em entrevista à agência Lusa, que solicitou há três meses ao
Ministério da Saúde que "fosse equacionada a possibilidade de alargar a
capacidade de internamento do hospital, criando mais uma ala".
Baptizado em homenagem ao médico e pedagogo Fernando da
Fonseca (1895-1974), mas comummente conhecido por Amadora-Sintra, o hospital
foi criado para servir uma população de cerca de 300 mil pessoas e presta
actualmente cuidados de saúde a quase 700 mil.
"Este hospital poderá prestar serviços a esta
população de uma maneira ainda mais eficiente, gerando maior qualidade, se
tiver a possibilidade de ir ainda mais ao encontro das necessidades das
populações", advogou Rui Raposo.
Rui Raposo considera que "é razoável equacionar a
possibilidade de dotar de mais meios e capacidade" a unidade de saúde,
advogou, mas ressalva que "este é um desígnio que cabe à equipa
ministerial".
Inaugurado em Setembro de 1995 pelo então
Primeiro-Ministro, Aníbal Cavaco Silva, a gestão do Hospital Amadora-Sintra -
uma unidade que integra o Serviço Nacional de Saúde -, foi atribuída por concurso
público à Sociedade Gestora constituída por quatro entidades:a actual José de
Mello Saúde, a Associação Nacional das Farmácias, a HLC e a Génäral de Santé.
A assinatura do contrato de gestão entre o Estado e a
Sociedade Gestora ocorreu a 10 de Outubro de 1995, tendo este entrado em
vigor a 01 de Novembro do mesmo ano.
Renovado anualmente após um período de validade de cinco
anos, o contrato de gestão foi alvo de alterações o ano passado, depois de um
tribunal arbitral ter dirimido um conflito financeiro que opunha o Estado à
Sociedade Gestora a favor desta última.
Para Rui Raposo, na direcção do hospital desde Fevereiro
de 2005, estes dez anos têm sido "uma experiência muito rica, para a
Sociedade Gestora, mas também para o próprio Estado", ainda que defenda
que "teria sido muito mais vantajoso que não fosse uma experiência
única".
Infecciologia com novo hospital de dia
para 1.500 doentes
O hospital de dia do serviço de infecciologia do
Amadora-Sintra ainda cheira a tinta mas as consultas e a sala de tratamento
deste novo serviço já estão abertas aos cerca de 1.500 doentes seguidos nesta
unidade.
Célia Carvalho, infecciologista, chegou ao Amadora-Sintra
em Junho para criar o hospital de dia, um serviço que permite apoiar de forma
mais ampla os doentes que não necessitam de internamento mas que têm de
realizar tratamentos apenas possíveis a nível hospitalar.
Laboratório do Sono é “menina dos olhos” da Pneumologia
O Hospital Amadora-Sintra inaugurou recentemente um
Laboratório do Sono com capacidade para 400 exames anuais às doenças do sono,
que são cada vez mais estudadas, pois a sua identificação e cura aumentam a
qualidade de vida dos doentes.
Segundo explicou à agência Lusa o director do serviço de
Pneumologia do hospital, Fernando Rodrigues, no Laboratório do Sono podem ser
realizados vários exames às doenças do sono e observar os doentes durante o
seu descanso.
O Hospital Amadora-Sintra pagava, até agora, cerca de 125
mil euros anuais pela realização dos exames fora da instituição e que agora
fazem parte do serviço de Pneumologia.
O Laboratório do Sono conta com duas unidades do sono, o
que reflecte um incremento da atenção dos especialistas nesta área, conforme
referiu Fernando Rodrigues.
"Os profissionais estão hoje muito mais atentos a
sinais, como o ressonar, que no passado eram interpretados como normais, mas
que revelam problemas de origem clínica", frisou.
A apneia do sono, por exemplo, pode ter causas
neurológicas, mas também ser desencadeada por obesidade mórbida: os gordos
por fora e por dentro.
A intervenção de um profissional nesta área permite
tratamentos no brônquio, entre outros.
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